Pelo interessante artigo desse produtor rural, o transcrevo aqui.
Boa leitura.
Benvindo Ferreira, Produtor Rural. São Borja, 30 de julho de 2010
O agronegócio brasileiro é responsável pela sobra de doláres no saldo do balanço de pagamento do comércio exterior brasileiro. Nesta semana o presidente Lula se vangloriava de ter dinheiro para emprestar até para o FMI. Não é a indústria, tão beneficiada nos acordos no Mercosul, a responsável por esse saldo, entretanto, é a indústria que se beneficia desses acordos e quem paga a conta é o agricultor brasileiro. Não dá para entender a posição do governo federal nessa situação, senão vejamos. Vou apresentar somente os dados relativos ao arroz no Rio Grande do Sul.
O RS produziu este ano, 2010, perto de 14 milhões de sacas de 50 kg, arredondando para simplificar os cálculos. Com os preços praticados no RS, ao redor de R$26,00 a saca e com um custo de produção de R$31,00, calculado pelo IRGA, cada produtor perderá perto de R$5,00 por saca. A economia da metade sul gaúcha, tem uma influência forte da orizicultura e economicamente se diz que na metade sul o fator de multiplicação na economia local é 5, ou seja cada real que o produtor recebe gera mais R$4,00 na economia local. Vamos fazer um cálculo simples, vamos multiplicar por 5 (R$5,00 reais perdidos por saca ) pela produção gaúcha de 14.000.000 de sacas. Aparece um total de R$70.000.000,00 que os produtores gaúchos deixaram de jogar na economia local. Calculando agora o quanto deixou de circular na economia da metade sul, basta multiplicarmos por 5, fator de multiplicação na economia, o valor dos 70 milhões, o que nos dá um total de R$350.000.000,00 que deixou de circular na metade sul. Levando em conta que o governo, do que circula na economia, arrecada perto de 45% em impostos, taxas e outros, o governo deixou de arrecadar R$157.500.000,00. O estrago nas economias locais é enorme, isto vem com aumento em gastos de seguro desemprego, auxílios de todos os tipos, aumento de miséria e desemprego. Comércio não gira, falência, pobreza, etc. Os países desenvolvidos, todos sem exceção, subsidiam seus agricultores; e não é por bondade, nem por serem ignorantes, é que eles sabem o impacto na economia e quanto representa isso na economia deles. Mas o Brasil vai na contramão. Os governos brasileiros, a muito tempo vem na contramão. Deve ser por se julgarem mais inteligentes, ou talvez mesmo até por pura burrice não enxergam isso. Há ainda outra explicação, talvez seja para que o número de bolsas-família aumente e aí o numero de compra escancarada de votos através do bolsa família aumente. Qualquer mecanismo de garantia de preço do produto custaria no mínimo a metade do que deixam de arrecadar. Esses cálculos somente refletem a situação do arroz. Se juntarmos a situação do trigo, muito pior; do leite e tantos outros, veremos que não há um produto agrícola que pague a conta e o furo na economia gaúcha é cada vez maior.
Hoje na agricultura brasileira, nem a menina dos olhos de ouro do governo, a agricultura familiar, esta conseguindo pagar os empréstimos que receberam, com juros especiais. Não há como pagar, mesmo com juro muito, muito baixo, pois o produto não cobre os custos e sem renda não há como pagar. Cada dia o furo é maior. Este ano sobrará dinheiro para financiar a agricultura, pois mesmo com juro baixo, sem preços o produtor nunca conseguirá pagar, não importa se ele seja pequeno, médio ou grande. Em contrapartida a indústria e o supermercado vão muito, mas muito bem, obrigado mesmo.
Não é por nada que o Brasil apresenta o terceiro lugar em desnível social atrás até do Equador e que ganha apenas da Bolivia e do Haiti. O Haiti é quase aqui mesmo.
Nossa Prefeitura Municipal de Alegrete, por iniciativa de seu Secretário Municipal do Meio Ambiente, Sr. Nilto Delgado está propondo à Indústria do Arroz ajudar com iniciativas que minimizem o problema de geração do pó de arroz. Estão reunidas as principais indústrias localizadas na região do Bairro Progresso.
Existe a simpatia dessas indústrias em colaborar com a Secretaria do Meio Ambiente.
Medidas educativas à vizinhança estão sendo discutidas, e certamente todos serão beneficiados.
Aguardamos mais detalhamento dessas medidas para breve.
Todas as indústrias estão buscando adequação à IN 03 do MAPA/CONAB. Atendendo a normativa, certamente o problema do pó será minimizado, já que é contemplado sua minimização pela normativa.
Notícia de hoje No AGROLINK:
Está consolidada a decisão de desobrigação de pagamento do Funrural para Pessoas Físicas.
Ainda bem que a justiça se fez, ainda que passados alguns anos. Mais uma vez a produção primária serve de âncora para o apetite voraz do governo federal. Mas se quisermos reaver os valores pagos indevidamente, teremos de entrar com ações judiciais. Mãos à obra, produtores. Se temos direito, temos de exigir aquilo que é nosso!
Vejam na íntegra a notícia abaixo.
http://www.agrolink.com.br/noticias/NoticiaDetalhe.aspx?codNoticia=114547
Será que essa dúvida paira sobre algumas empresas?
Depois de treinados os funcionários vão para a concorrência…
Nos dias atuais, onde a briga por espaço no mercado está cada vez maior, faz-se necessário treinar mão-de-obra, sob pena de as empresas perderem o poder de competitividade. Funcionário treinado é lucro certo.
Hoje no setor de secagem e armazenamento de grãos trabalha-se com intuito de prevenir perdas, sejam elas por descuidos operacionais, sejam por desperdícios, ou até mesmo por incapacidade intelectual de enxergar o desperdício, agora de parte dos administradores de unidades.
Em todos os cursos ministrados pela AGROPEC, este aspecto é incansavelmente trabalhado, passando a visão de que o mais difícil o produtor já fez, que é justamente trazer o produto de seu trabalho até a sua unidade para processamento. E justamente agora, “nosso” pessoal se descuida, provocando perdas nos grãos armazenados.
Como evitar perdas e onde elas ocorrem?
O que é importante um funcionário saber?
Ele deve enxergar os possíveis prejuízos de uma unidade?
Tudo isso interfere na sua relação de trabalho e emprego?
Essas questões são trabalhadas em nossos eventos.
Não deixem de treinar seus empregados, pois o lucro com certeza passa por capacitação da mão-de-obra.
Bom trabalho à todos.
Cancelado. Transferido sem data definida!
Infelizmente, por questões alheias a nossa vontade, foi cancelado esse evento.
Interessados em curso de Secagem e Armazenagem de Arroz, procurem o Técnico Agrícola Cassiano Farias, da Tarumã para podermos agendar nova data. Obrigado.
Fone Cassiano: 55 9644 8287 (São Borja)
ou com César Moutinho 55 8405 5579.

Eng.Agrônomo